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À procura do Sol (1).JPG

 

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O SETI (sigla em inglês para Search for Extraterrestrial Intelligence) é um projeto que tem efetuado esforços no sentido de procurar sinais de vida extraterrestre no Cosmos. Tenho dúvidas que essa procura seja uma boa ideia. Existe pouca probabilidade de que uma civilização extraterrestre esteja num estágio de evolução semelhante ao nosso que, em caso de encontro de civilizações, seja possível um equilíbrio, uma igualdade na relação.

 

Se, de alguma forma, detetarmos uma civilização menos evoluída o mais certo seria aniquilarmos essa civilização, como aconteceu entre nós quando culturas tecnologicamente mais evoluídas encontraram culturas com menor grau de evolução tecnológico. Basta pensarmos no que aconteceu aos Maias, Aztecas e a tantas outras culturas que foram dizimadas sem contemplações ou remorsos pelo poder dos mais fortes.

 

Mas o mais provável seria encontrarmos uma civilização que fosse mais evoluída do que nós. E nesse caso estaríamos totalmente dependentes da sua bondade. Se fosse uma civilização com caráter semelhante, ou pior, que o nosso, seria certamente o fim da Humanidade.

 

Seria importante termos a confirmação que a Humanidade não tem qualquer lugar especial e pré-destinado num Universo que segue indiferente perante o nosso destino. Talvez sabendo isso o o comportamento dos nossos descendentes para com os restantes seres vivos se transforme. Mas de resto é difícil descortinar como poderia ser um evento positivo entrar em contacto com uma civilização extraterrestre. A curiosidade infinita da Humanidade, que se sobrepõe ao medo e ao instinto de sobrevivência, leva-nos a procurar, a querer saber, a descobrir, mesmo que isso nos coloque no caminho para a destruição. É esta talvez a grande grandeza da Humanidade.

 

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Existem muitas teorias para explicar o paradoxo de Fermi. Desde logo a ideia de que a vida é algo extramente raro e que surgiu uma única vez, no planeta Terra. Além de ser difícil de explicar racionalmente porque é que vida só teria surgido na Terra, existindo biliões de planetas com condições semelhantes, parece-me acima de tudo um argumento extremamente antropocêntrico: porque é que haveríamos de ser assim tão especiais?

 

Outra teoria especula que o Universo está de facto pejado de vida e de civilizações evoluídas mas que nós ainda não temos a capacidade para as conseguir encontrar ou por não serem suficientemente evoluídas, e portanto não emitirem sinais da sua presença, ou por serem muito mais evoluídas e nós ainda não possuirmos a tecnologia para as conseguir detetar.  Uma variante desta teoria é a ideia de que, por algum motivo, essas civilizações optaram por não interferir com a humanidade ou interferir sem que nós o consigamos perceber. Estas ideaias são intelectualmente mais aliciantes pois não nos colocam na posição incómoda de sermos algo de especial no Universo.

 

Como refere uma tira de Calvin&Hobbes: conhecendo a Humanidade, o facto de ainda não termos sido contactados por extraterrestres é a prova que de facto existe vida verdadeiramente inteligente lá fora.

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Aplicando ao vasto número de estrelas existentes no Universo critérios de probabilidade para as várias etapas que permitem o surgimento de uma civilização tecnológia, a existência de planetas com condições para albergarem vida e em que adicionalmente a vida se tenha de facto desenvolvido e que tenha sido possível chegar a um estágio de evolução que lhe permita formar uma civilização tecnológica, chegamos invariavelmente à conclusão que o Universo deve estar, tem que estar, habitado por uma míriade de civilizações inteligentes. Por mais pessimistas que sejam os fatores de probabilidade considerados para cada um destes eventos, a sua conjugação com a quantidade verdadeiramente astronómica de estrelas existentes resulta sempre num número extremante elevado de potenciais civilizações tecnológicas.

 

Então, porque é que não temos notícia destas civilizações? Esta questão é conhecida como o paradoxo de Fermi: conta-se que o físico Enrico Fermi ao olhar para o céu estrelado a sua pergunta foi: where is everybody?

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Terra 2.0

27.07.15

A NASA anunciou que foi descoberto o primeiro exoplaneta semelhante à Terra. Trata-se do planeta Kepler 452-b que orbita uma estrela bastante semelhante ao nosso Sol na constelação de Cisne a 1400 anos-luz de nós. O planeta tem uma dimensão 60% superior à Terra, um ano de 385 dias e tem uma órbita na denominada zona habitável, que lhe permitiria ter água líquida.

 

Detalhe curioso é que a NASA referiu-se a este planeta com a designação de Terra 2.0. Mais que um possível local para encontrarmos extraterrestres simpáticos, o Kepler452-b é visto como um potencial lar para a Humanidade, já que estamos no caminho, que digo irreversível, de destruirmos o nosso ainda acolhedor planeta. É provável que o futuro da Humanidade para sobreviver tenha que colonizar outros planetas, abandonando irreconhecível aquela que é a nossa casa, destruída pela voragem de uma única espécie da enorme diversidade de vida que este planeta foi capaz de proporcionar.

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O Ser e o Ter

24.07.15

 

O modelo capitalista, que durante as últimas décadas a globalização tornou em modelo planetário, necessita de crescimento para se sustentar. As grandes empresas têm que crescer, cada trimestre vender mais que no trimestre anterior, cada exercício mostrar mais lucros que no exercício anterior, numa espiral frenética de crescimento. Se uma empresa apresenta resultados classificados pelos analistas como decepcionantes de imediato se verifica um tombo das suas ações. Repare-se que para este tombo não é relevante que a empresa tenha uma saúde financeira impecável, que dê milhões de lucro anualmente, que tenha funcionários felizes ou que produza produtos ou serviços de elevada qualidade e inovação. O que interessa aos ditos analistas é só o crescimento e as percetivas futuras de crescimento. É senso-comum que uma empresa não vale só por crescer, mas o sistema em que vivemos é rico em situações absurdas.

 

Vivemos assim num sistema que necessita de crescer para se manter. E para crescer é necessário que as pessoas comprem. O consumismo é portanto um dos pilares estruturantes de todo um modelo económico. O bom cidadão é o bom consumidor e vice-versa. Todos somos instados a consumir, a comprar, a gastar, em suma, a ter. Não interessa se o que consumimos tem qualquer sentido, se nos faz falta ou mesmo se nos está a matar: é preciso consumir, consumir, consumir.

 

O Homem é assim avaliado pelo que consome. O sucesso da pessoa confunde-se com o seu dinheiro, a sua felicidade com a posse. Numea inversãi perversa, a personalidade, os princípios éticos e a bondade são valores subalternos. O importante é o ter, não o ser.

 

 

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Oliver Sacks, ao saber que sofre de doença terminal que lhe prognostica poucos meses de vida escreveu um pequeno texto, “My Own Life”, que termina com a seguinte frase:

 

Above all, I have been a sentient being, a thinking animal, on this beautiful planet, and that in itself has been an enormous privilege and adventure.

 

Creio que estas sábias palavras devem estar sempre presentes na nossa mente, todos sabemos que a vida enquanto seres conscientes e racionais é um extraordinário privilégio que em momento algum da nossa vida devemos esquecer ou menosprezar.

 

Somos uma breve e improvável centelha de vida neste mundo, e sabedoria é ficarmos maravilhados e agradecidos perante essa estranha improbabilidade.

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Experiência não é o que acontece ao homem, mas é o que o homem faz com o que lhe acontece.

 

Aldous Huxley

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Rumo ao Sul

03.07.15

Rumo ao Sul.jpg

 

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Estagnação

02.07.15

O Homem é resultado de uma lenta evolução baseada em mecanismos de seleção natural, em que qualquer pequeno benefício que um individuo adquirisse resultante de uma ocasional mutação genética teria a tendência de ter mais sucesso na transmissão dos seus genes a gerações futuras. Ao longo do tempo esses genes seriam dominantes e o Homem, enquanto espécie, seria algo diferente dos seus antepassados.

 

Não temos razões para assumir que o Homem parou de evoluir. Continuam a existir mutações positivas para a transmissão dos genes, seja ao nível de inteligência, aparência física ou capacidade de resistir a doenças. Mas na sociedade atual a transmissão de genes para gerações futuras tem tendência a ficar desligada de conceitos de sucesso ou maior capacidade de sobrevivência. O controlo e diminuição da natalidade, associado a um estilo de vida em que o sucesso não está ligado a uma prole numerosa, não garante que as eventuais mutações positivas irão ser predominantes nas gerações futuras. Esta tendência é global, transversal a culturas e riqueza dos países.

 

Podemos afirmar com alguma segurança que a evolução genética do Homem estagnou. A Humanidade tornou-se numa amálgama de mutações, mas em que nenhuma delas poderá ganhar predominância no futuro, se existe futuro, do Homem enquanto espécie.

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