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Quase 30 anos após o desastre nuclear de Chernobyl, em Abril de 1986, a vida vegetal e animal floresce agora na região que os humanos tiveram de abandonar precipitadamente. Depois do maior desastre nuclear de sempre, a zona de exclusão tornou-se uma involuntária reserva animal onde a Natureza prospera agora aparentemente sem sinais evidentes dos efeitos da forte radiação. Esta situação surpreendeu os cientistas. O Homem não poderá viver naquela zona por milhares de anos, mas na Natureza não são visíveis um nível anormal de mutações. As construções abandonadas tornam-se agora abrigo para uma fauna radioativa abundante, incluindo várias espécies que a ocupação humana tinha erradicado da zona há dezenas de anos.

 

O que os estudos que decorrem na zona concluem é que a normal presença humana foi muito mais lesiva para a vida animal que o desastre nuclear. Chernobyl é um exemplo do que seria o nosso planeta num cenário pós-apocalíptico nuclear. E a Natureza revela uma capacidade extraordinária de adaptação, que já permitiu à vida sobreviver e regenerar-se a várias extinções massivas por alterações radicais nas condições na Terra. Apesar da nossa inconsciência, o qye parece é não será a voracidade do Homem capaz de acabar com a vida na Terra.

 

O Homem necessita da Natureza mas a Natureza não necessita do Homem, e a longo prazo é portanto a nós que prejudica a nossa falta de respeito pela restante vida do planeta onde vivemos.

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A rebelde

28.08.15

A Rebelde.jpg

 

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History began when humans invented gods, and will end when humans become gods.

Yuval Noah Harari

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A evolução tecnológica na genética permite que hoje estejamos a criar novas espécies e no futuro estará ao nosso alcance transformar a nossa própria espécie em algo diferente. A evolução ao nível da inteligência artificial permite-nos hoje criar máquinas capazes de pensar e tomar decisões de forma autónoma. Essas máquinas estão ser utilizadas para matar seres humanos, por máquinas poderosas eufemisticamente denominados por drones. Estamos a criar robots assassinos, o que visto à luz da história da Humanidade não deve surpreender, pois a tecnologia foi sempre utilizada em primeiro lugar na guerra. No futuro poderemos construir máquinas capazes de aprender, de se reproduzir e de ter sentimentos. Poderemos criar vida inteligente não-orgânica. Estamos a transformar-nos em deuses.

 

Estes exemplos representam desafios éticos imperativos. Antes de os cientistas se lançarem nos seus laboratórios a dar vida a novas espécies e a construir máquinas assassinas que pensam devia-se refletir se é isto que queremos fazer, se é isto que devemos fazer e quais os limites a impor. Somos neste momento aprendizes de feiticeiro sem noção do poder da magia que começámos a explorar. Somos crianças com brinquedos novos sem nenhum adulto a definir-nos os limites. Faz falta pensamento, ideias, regras e limites. Faz falta ética.

 

Um exemplo no campo da inteligência artificial são as três regras das robóticas definidas em 1942 por Isaac Assimov:

 

1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.

2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.

3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

 

Quem pode hoje definir as regras da manipulação genética ou da inteligência artificial? E caso sejam definidas como se poderia garantir a sua aplicação? A ética é mais do nunca crucial para definir o futuro da Humanidade.

 

Bibliografia: Sapiens, Breve história da Humanidade, Yuval Harari

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Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.
Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre la mar.


Antonio Machado

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 A matemática possui uma beleza abstracta e poética impossível a qualquer outra forma de comunicação. O que verdadeiramente significa suponho que nenhum humano o compreenda na totalidade mas tem certamente um significado filosófico e teológico.

 

A questão é se a matemática constitui uma ficção do Homem, uma racionalização (simplificação para nossa compreensão) que funciona somente na nossa visão limitada do Mundo, ou se é de facto uma descoberta e que existem regras intrínsecas que ordenam o Universo que são descritas pela matemática. Na segunda hipótese a matemática é a linguagem em que o universo foi escrito. E compreender a matemática será compreender o Universo.

 

 Equação de Euler:

 Equação de Euler.png

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A Sombra Perfeita do Tubarão.jpg

 

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O conceito de felicidade tornou-se na cultura em que vivemos algo de extremamente valorizado. Vivemos tempos hedonistas, em que a influência cultural cristã de sofrer em vida para receber a recompensa após a morte está lenta mas inexoravelmente a desaparecer. O sistema capitalista liberal e a publicidade consumista bombardeia-nos com imagens de pessoas de sucesso e felizes.Neste contexto o sentimento de felicidade tornou-se a medida de todas as coisas, o objetivo de vida.

 

Esta questão é tão mais trágica porque parece que ninguém sabe bem o que é a felicidade.

 

É comum confundir a felicidade com outros sentimentos, bem distintos. Confude-se felicidade com alegria, com conforto, com bem-estar, com prazer. Confunde-se felicidade com o consumo, com a posse e a riqueza material. Confunde-se o ter com o ser. São todos conceitos bem distintos do que é o âmago da felicidade.

 

As análises aos níveis de felicidade indicam que esta é independente do conforto material, do sucesso profissional ou social e das condições de vida. O nível de felicidade depende mais da propensão biológica para a felicidade de cada um, e de questões subjetivas de expectativa e filosofia de vida do que de questões objetivas de qualidade de vida e de sucesso material.

 

E este é o grande equívoco dos nossos tempos: considerar a felicidade, sem saber bem do que se trata, como a medida do sucesso enquanto pessoa.

 

 

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O caminho

19.08.15

Há momentos de fraqueza em que sofremos pelas vidas que não vivemos. Momentos em que se lamenta, que emerge de pronfundezas nebulosas da alma, o que se abdicou, o que já nunca poderemos ter, o que não será a nossa vida. Esquecemos que essas vidas não são nossas porque escolhemos, de livre vontade, se existe o livre arbítrio, mas conscientes das consequências, seguir outros caminhos. Escolher é abdicar. E não vale a pena lamentar não termos escolhido o outro caminho em determinada encruzilhada da vida. Mas há momentos de fraqueza, agora em que o caminho, mesmo que retorcido, cada dia apresenta menos bifurcações.

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Tristeza

18.08.15

 

Verifico que, tantas vezes alegre, tantas vezes contente, estou sempre triste.

 

Bernardo Soares, Livro do Desassossego

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