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Há dias assim

30.11.16

Há dias em que apetece suspender o tempo. Mas o tempo avança numa única direção. Sem retorno. Sem paragens. 

 

Viver todos os dias cansa.

Pedro Paixão

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Na sociedade consumista em que vivemos o que compramos também nos define. Os únicos objetos que compro por prazer são livros, vinhos, ingredientes para cozinhar e combustível para viajar de moto. Tudo o resto representa para mim a angústia do consumidor.

 

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 Gosto de estar só, na minha companhia. Não gosto da solidão.

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J EXISTE.JPG

Porto, 2016 

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Para a filosofia budista só atingindo o desapego da mente a todas as coisas, compreendendo que são impermanentes e na sua essência vazias de significado, se consegue atingir a verdadeira felicidade. Em contraponto com a serenidade e a tranquilidade do desapego, a paixão é capaz de nos elevar aos picos mais altos da euforia, sabendo nós também que a mesma paixão nos pode conduzir aos abismos mais profundos da tristeza e do sofrimento.

 

Creio que a verdadeira arte de viver está em encontrar o difícil equilíbrio entre a paixão e o desapego por todas as coisas.

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Pós-verdade

22.11.16

Vivemos portanto tempos de excesso de informação e superficialidade. São fatores relacionados: a gigantesca quantidade de informação disponível diminui a nossa capacidade para a entender em profundidade, tudo é conhecido pela superfície. E sem tempo para conhecermos o detalhe conhecemos apenas uma versão parcial da realidade, que é complexa. É neste contexto que surge a palavra que o dicionário de Oxford escolheu como a palavra do ano de 2016: pós-verdade.

 

Os factos são facilmente distorcidos para se adaptar ao que queremos acreditar ou ao que é divulgado com mais intensidade. Uma mentira demasiadas vezes repetida torna-se uma verdade. Quem grita mais tem mais razão. De resto, possivelmente a verdade é demasiado complexa para nós.

 

post-truth

ADJECTIVE

Relating to or denoting circumstances in which objective facts are less influential in shaping public opinion than appeals to emotion and personal belief:

‘in this era of post-truth politics, it's easy to cherry-pick data and come to whatever conclusion you desire’

‘some commentators have observed that we are living in a post-truth age’

 

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Notícias falsas

21.11.16

A tecnologia está a revolucionar a sociedade. O acesso ilimitado à informação que a tecnologia nos proporciona tem vantagens inquestionáveis mas existem também efeitos perversos de inegável gravidade. Desde logo a incapacidade de aprofundar temas, de investir mais do que uns segundos em cada assunto. A nossa sociedade só consume o que é imediato, o que lhe é entregue já mastigado e para usufruto imediato. Um exemplo é o comportamento das pessoas quando tentam visualizar determinado conteúdo e o seu carregamento demora mais que uns segundos: o que a maioria faz é desistir desse conteúdo e passar de imediato ao seguinte. Se aquilo que queriam consumir não lhes é entregue de imediato, então já não interessa. Este comportamento denúncia muito do que somos hoje enquanto consumidores de informação e conhecimento. Outro fator é a falta de escrutínio da qualidade da informação que se consome. Se o que nos é entregue é verdade, manipulado ou apenas uma perspetiva parcial da realidade deixa de ser relevante. 

 

Em assuntos complexos não há tempo a investir no conhecimento total da realidade e qualquer informação superficial e parcial nos serve. A sociedade contenta-se com a espuma dos acontecimentos. A ficção e a realidade são conceitos que se diluem. No que podia ser uma sociedade de informação, a tecnologia está a tranformar-nos numa sociedade de desinformação.

 

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Cena de Outono

18.11.16

Outono no Souto Rio.JPG

 Souto do Rio, 2015

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O maior terror é que por ignorância, estupidez, inércia, preguiça, falta de sorte e de jeito esteja a desperdiçar irremediavelmente esta oportunidade extremamente improvável que me aconteceu: a existência.

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Nenhum homem é completamente infeliz quando parte. Nenhuma mulher é completamente feliz quando parte.

 

Gonçalo M. Tavares

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