Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A dúvida primordial, “Porque é que podendo não existir nada, existe algo”, foi formulada pela primeira vez pelo filósofo alemão Leibniz no Sec. XVII. Não é portanto uma inquietação recente o espanto que causa a existência de tudo o que existe e a complexidade da organização da matéria que permitiu, inclusivamente, a existência de seres conscientes que possam estar a refletir precisamente sobre isto: porque é que existe algo. Não seria muito mais simples que não existisse nada? Ou que, existindo não tivesse o grau de organização que tem? Seria certamente mais simples e provável que, mesmo existindo matéria, esta não passasse de uma sopa desorganizada e amorfa.

 

Ao longo do tempo tem havido várias respostas para esta inquietação, desde da explicação pela existência de Deus, até à explicação científica baseada nas leis do Universo que possibilitam a existência do mundo tal como o conhecemos, e que, por essas leis, não podia ser diferente. No entanto, será sempre possível elaborar a meta-questão que se segue: sim, as leis do Universo são estas, mas não podiam ser diferentes?

 

A dúvida existe porque os nossos cérebros foram capazes de a formular, mas há filósofos que defendem que não se trata de uma questão que faça sentido. Falar do nada absoluto, ou de um universo com leis diferentes, é algo que está em absoluto para além do nosso entendimento, é algo que não pertence ao nosso mundo, e que portanto não faz sentido. Não faz sentido perguntar o que havia “antes” do big bang, pois o próprio conceito de Tempo não existia então. Como refere o filósofo Henri Bergson é uma pseudo ideia, um absurdo, que não tem mais significado do que tentar imaginar um círculo quadrado. Parece ser uma posição razoável, porque procurar o que está fora do nosso alcance está condenado a ser uma busca interminável. Aceitemos então o nosso universo, sem questões.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor



Links

  •  

  • Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D