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No budismo existe uma distinção profunda entre os sentimentos de compaixão e de piedade. Compaixão é fazer nosso o sofrimento dos outros, é considerar os sentimentos de todos os seres sencientes como se fossem nossos, assumindo verdadeiramente o lugar do outro e ajudando os outros como se nos estivéssemos a ajudar a nós próprios, é a equidade entre o "eu" e o "outro". A compaixão é um sentimento fundamental de todos os budas, em que a felicidade só é atingida através da compaixão. A verdadeira felicidade é ajudar os outros, sendo portanto a compaixão um sentimento de duplo sentido, pois dá felicidade a quem a recebe e a quem a dá. Já a piedade é um sentimento baseado no medo. No medo de que o sofrimento do outro nos possa acontecer a nós. A piedade assume uma diferença entre o “eu” e o “outro” que a compaixão não admite e não confere felicidade nem ao objeto da piedade nem a quem a sente.

 

Esta distinção, depois de interiorizada em nós, faz-nos pensar: o que estou a sentir perante o sofrimento no mundo será compaixão ou piedade?

 

Livro: O Livro tibetano da vida e da morte, Sogyal Rinpoche

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