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No mundo empresarial, na sociedade de consumo e modelo ultra-liberal das democracias ocidentais, é assente no princípio que as empresas existem exclusivamente para dar lucro. O “mercado”, essa entidade imaginária e abstrata, é que define as regras. O lucro é o alfa e ómega, e tudo é permitido em seu nome. Mais, muitas empresas consideram que investir é, per si, algo de meritório. O investidor, que agora se denomina recorrendo ao imaculado conceito de empreendedor, surge como uma espécie de super-herói de capa esvoaçante ao vento que se destaca da turba como o defensor do nosso estilo de vida, o paladino da sociedade de consumo, o arauto da felicidade prometida.

 

Mas bondade do investimento não pode ser inquestionável se esse investimento não for efetuado com uma perspetiva de ética e de responsabilidade social e ambiental. A extração pura e simples de lucro da sociedade, sem respeitar as todas as pessoas envolvidas e o ambiente, não é um bem. Os fins nunca podem justificar os meios.

 

Uma empresa é uma ficção em nome da qual se extrai riqueza da sociedade. Mas o fundamental é: as pessoas e sociedade são as bases que sustentam e justificam qualquer empresa, não o inverso. Por conseguinte as empresas também têm uma forte responsabilidade social. Não é portanto exigir nada de extraordinário esperar que uma empresa se comporte de forma ética e responsável com todos. Infelizmente, o “mercado”, essa ficção, submete-nos com outro critério: o lucro. Sacrificar lucro em nome da responsabilidade social e da ética deveria ser algo normal, exigível e considerado como justo e natural. O que podemos fazer? Na voragem do consumo é preciso ter calma e discernimento, as nossas escolhas não são inócuas.

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