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O pensador Zygmunt Bauman definiu o conceito de “modernidade líquida” em que um dos aspetos é a incapacidade da sociedade consumista de se fixar, numa ânsia de estar sempre à procura de algo mais, que é simultaneamente o próprio fundamento do sistema consumista. Para garantir a sua própria sobrevivência a mão invisível não cessa de nos empurrar  e, tal como quem anda de bicicleta, temos que pedalar para não cair.

 

Vivemos assim numa sociedade em que o conceito de felicidade não é um estado, é uma procura. As pessoas procuram a felicidade como o navegador que persegue o horizonte sem nunca o atingir. É preciso mais, ganhar mais, gastar mais, ter mais, mostrar mais. E nunca é o suficiente. O consumidor é feliz enquanto existir a possibilidade de continuar a procurar a felicidade.

 

Só que o fundamental é o que se perde nesta vã perseguição: o tempo. Esse é cada vez menos, e menos especialmente para o que precisamente é o mais importante para a felicidade sólida: os sentimentos, a partilha, a reflecção, o auto-conhecimento ou o tempo para, simplesmente, sentir em paz a passagem do tempo.

 

Livro: A arte da vida, Zygmunt Bauman

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