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Hiper-objecto

16.11.17

O filósofo Timothy Morton, cunhou o termo hiper-objecto para se referir a entidades complexas, distribuídas no tempo e no espaço a uma escala que nos transcende. Um dos exemplos de hiper-objecto de Morton, com uma obra que incide fortemente na questão da ecologia, é o aquecimento global.

 

Creio que o conceito de hiper-objecto é especialmente útil para traduzir a noção de que existem no Universo entidades que estão fora de alcance da nossa compreensão. É extraordinariamente presunçoso pensarmos que tudo o que existe no Universo tem que ter um nível de complexidade que seja compatível com o Homem. Todo o acto de perceber a realidade é simultaneamente um acto de simplificação da realidade até ao nosso nível de compreensão. É isso que a ciência faz. Mas temos que admitir que existe a forte possibilidade de existirem coisas no Céu e na Terra que simplesmente estejam fora do alcance do nosso cérebro.

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