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Mente de pulga

03.11.16

Quando nos iniciamos na meditação uma das primeiras constatações que nos surpreende é a quantidade e disparidade de pensamentos que a nossa mente cria, saltitando de pensamento em pensamento, de forma aparentemente aleatória e sem se deter em nenhum. Estes pensamentos surgem-nos na mente de forma totalmente involuntária, se é que se pode utilizar este termo para referir algo que foi gerado pelo nosso consciente. É como se existisse uma tempestade de pensamentos que constantemente esvoaça descontroladamente na nossa mente.

 

Durante as fases iniciais da meditação sente-me enorme dificuldade em afastar da nossa mente esses pensamentos “parasitas” e, assim que o fazemos, rapidamente nos surge outro qualquer pensamento não solicitado. Como referem os budistas, nós temos “mente de pulga”, sempre a saltar de pensamento em pensamento. E isto surpreende-nos imenso porque, apesar de durante toda a nossa vida a nossa mente ter tido este comportamento, nunca nos apercebemos disso até tentarmos uns minutos de meditação e acalmia da mente. E quando se consegue é como se toda a vida tivéssemos vivido num clima tempestuoso e subitamente assistirmos, pela primeira vez, a um momento de bonança em que o Sol brilha e apenas sopra uma leve brisa.

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