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Tal como racionalizar é reduzir complexidade da realidade até ao nível da nossa compreensão, pensar ou dizer algo é também, inevitavelmente, uma redução aos limites da linguagem. A linguagem limita o pensamento. A verdade, em toda a sua complexidade, não surge da linguagem. A verdade emerge do silêncio.

 

Todos gostamos de partilhar com os que amamos os nossos momentos de felicidade ou de tristeza. Mas, por exemplo, perante uma paisagem magnifica, a beleza da luz de uma manhã fria de inverno ou uma música que nos comove a partilha total é impossível. A linguagem será sempre uma diminuição, uma cópia que não reproduz o original e uma jaula que, irremediavelmente, nos prende dentro de nós. Aqui talvez a poesia, que é a linguagem levada ao extremo, nos possa ajudar, mas perante a beleza ou o horror apenas o silêncio é totalmente verdadeiro.

 

Livro:  “O Silêncio na Era do Ruído” de Erling Kagge

 

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