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Li recentemente sobre uma campanha publicitária, financiada por uma instituição ateísta, que afixou em vários autocarros de Londres a seguinte frase:

 

"There's probably no god. Now stop worrying and enjoy your life." (Atheist Bus Campaign)

 

Pouco tempo depois, em resposta, surgiu uma contra-campanha, financiada por uma igreja, que publicitou algo como “Deus existe. Deixe de se preocupar e aproveite a vida”.

 

O que é curioso é que ambas as frases parecem ter um sentido intrínseco. Ou seja, a dúvida que resulta é se para sermos capazes de aproveitar o melhor da vida e viver despreocupadamente existirá alguma diferença entre se ser crente ou ateu. Acreditar na existência de um ente superior que nos criou, que somos o objetivo último da criação e que existe um qualquer sentido para a nossa existência dar-nos-á uma vida mais despreocupada? Ou acreditar que somos simplesmente um resultado improvável das leis do Universo sem qualquer significado e de existência fugaz não nos permitirá usufruir melhor da nossa existência? Talvez seja indiferente, talvez estas não sejam sequer as questões certas. Talvez a verdadeira questão não seja sobre Deus, e a sua inexistência, mas simplemenste sobre nós próprios.

 

Livro: "Viver no fim dos tempos", Slavoj Žižek

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