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Let us be silent, that we may hear the whisper of God.

 

Ralph Waldo Emerson

 

É do silencio que emerge o subtil murmúrio dos deuses. O silêncio é o silêncio da mente e o murmurio dos deuses emana da profundidade do nosso ser. É preciso silenciar a mente para ouvir a alma.

 

Reedição desta publicação.

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O silêncio é hoje o derradeiro luxo. E neste contexto silêncio significa o silêncio externo, o silêncio da ausência de sons que constantemente nos interrompem, mas também o silêncio interior, o silêncio que que é gerado pela nossa mente. O silêncio, exterior e interior, é hoje algo que a maioria de nós desconhece, teme e que não está apto para usufruir.  Confundimos ruído com actividade. Aumentamos o ruído com medo do que o silêncio nos pode dizer. Tudo, absolutamente tudo, o que a nossa mente processa é ruído e cabe-nos a nós aprender a arte de filtrar esse ruído para conseguir usufruir do que é verdadeiramente importante. E só o silêncio nos pode ensinar o que é importante.

 

Fantasy, reality, dreams, memories. It’s all the same. Just noise.

 

"Ghost in the shell", filme de 2017 realizado por Rupert Sanders baseado na obra de Masamume Shirow

 

No entanto, falar é precisamente o que o silêncio deve fazer. O silêncio deve falar, e nós devemos falar com ele, de modo a aproveitarmos o seu potencial.

 

"Silêncio na Era do Ruído", Erling Kagge 

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Foi recentemente leiloada por cerca de 1,5 milhões de euros uma breve nota manuscrita por Einstein para entregar a um mensageiro em Tóquio, que por não ter dinheiro  consigo, Einstein utilizou em substituição de uma gorjeta. Em papel timbrado do hotel, Einstein escreveu simplesmente:

Uma vida simples e silenciosa traz mais alegria do que a procura do sucesso num desassossego constante.

 

Esta nota foi escrita em Novembro de 1922. Desde desse dia até hoje o mundo mudou. Mas é extraordinário como as preocupações de Einstein de há 95 anos sobre o que define a arte da vida são iguais às preocupações de todos nós, nos nossos dias. Hoje a velocidade a que se vive, as solicitações e distrações a que estamos sujeitos devido à evolução tecnológica, o próprio tecido da sociedade, tudo é distinto do que era naqueles tempos. Imagino que o conceito de “desassossego constante” de 1922 fosse algo de substancialmente diferente, para melhor, do que é hoje para a maioria de nós. Apesar de tudo ter mudado, houve algo que se manteve: a eterna procura do Homem por uma forma de vida que o conduza à felicidade.

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Penso que a principal ameaça que hoje pesa sobre o futuro da humanidade é a tentação do orgulho. Sabemos por alto como serão as catástrofes futuras. Aquecimento climático, destruição do ambiente, tecnologias que escapam ao controlo dos que as conceberam, utilização terrorista ou estatal de armas de destruição massiva, conflitos mundiais provocados pelo pânico que se apoderará dos povos da Terra quando tomarem, por fim, consciência de que não a podemos explorar impunemente por muito tempo: pouco importam ao filósofo as formas particulares que estas catástrofes tomarão, visto provirem de uma mesma fonte.

 

Jean-Pierre Dupuy, Ainda há catástrofes naturais?

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Sentido do Universo.gif

E no entanto, o Universo não tendo qualquer obrigação de existir, existe. A existência é primordial ao sentido, e o sentido é uma consequência da existência. O sentido é o adequado à nossa compreensão, o sentido é uma construção pessoal, que cada um de nós fabrica no seu íntimo.

 

Livro: "Astrofísica para Gente com Pressa, Uma Viagem Rápida ao Cosmos”, Neil De Grasse Tyson

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A renúncia é a libertação. Não querer é poder.

 

Bernardo Soares, Livro do Desassossego

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O mais importante é a cada momento ter a noção de que estamos vivos e conseguir estar à altura desse acontecimento efémero e extremamente improvável.

 

Primeiro parágrafo de "Breve história de quase tudo" de Bill Bryson:

 

Bem-vindo. E parabéns. Estou encantado com seu sucesso. Chegar aqui não foi fácil, eu sei. Na verdade, suspeito que foi um pouco mais difícil do que você imagina. Para início de conversa, para você estar aqui agora, triliões de átomos agitados tiveram de se reunir de uma maneira intrincada e intrigantemente providencial a fim de criá-lo. É uma organização tão especializada e particular que nunca antes foi tentada e só existirá desta vez. Nos próximos anos (esperamos), essas partículas minúsculas se dedicarão totalmente aos biliões de esforços jeitosos e cooperativos necessários para mantê-lo intacto e deixá-lo experimentar o estado agradabilíssimo, mas no qual não damos o devido valor, conhecido como existência. Por que os átomos se dão ao trabalho é um enigma. Se você não é uma experiência gratificante no nível atômico. Apesar de toda a atenção dedicada, seus átomos na verdade nem lhe ligam – eles nem sequer sabem que você existe. Não sabem nem que eles existem. São partículas insensíveis, afinal, e nem estão vivas. (A ideia de que você se desintegrasse, arrancando com uma pinça um átomo de cada vez, produziria um montículo de poeira atômica fina, sem nenhum sinal de vida, mas que constituiria você, é meio sinistra.) No entanto, durante sua existência, eles responderão a um só impulso dominante: fazer com que você seja você.

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 Local desconhecido, 2013

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A 29 de junho de 2007 foi colocado à venda o iPhone. Foi há 10 anos, apenas 10 anos, mas muito mudou desde então. Esta data talvez venha a ser identificada pelos historiadores do futuro como o início simbólico da revolução que agora vivemos. Em poucas décadas tudo vai mudar, tudo vai ser diferente. Vivemos num processo revolucionário em curso não só tecnológico mas também social, económico e biológico. É uma revolução em que a mudança acontece a uma velocidade estonteante, como nunca antes se verificou na História da Humanidade, e que pode representar o fim da espécie humana, como a conhecemos, que será substituída por algo de diferente.

 

E nunca como agora fará mais sentido recordar esta frase de Charles Darwin escrita há mais de 200 anos:

 

It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but the one most responsive to change.

 

Charles Darwin, 1809

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O presidente de uma nação, perante a evidência científica que nos precipitamos rapidamente no apocalipse planetário, considera que faz sentido, numa atitude irresponsável de egoísmo geracional, negar a ciência e prosseguir pelo caminho das trevas da poluição. É como se o seu país, de ser tão grandioso, nem fizesse parte deste planeta. O único que me ocorre é a famosa frase de Albert Einstein:

 

Two things are infinite: the universe and human stupidity; and I’m not sure about the the universe.

 

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