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rua do imaginário

Porque existe algo em vez do nada?

Porque existe algo em vez do nada?

rua do imaginário

10
Dez15

Linha da vida

Cada ser que neste momento vive neste planeta é herdeiro de uma linha de vida que o liga até à origem (ou origens) da vida. Todos os nossos antepassados, sem excepção, tiveram sucesso suficiente na vida para conseguir atingir a reprodução e garantir a sobrevivência da sua descendência. E cada ser que morre sem descendência é uma linha de milhões de anos que se quebra irremediavelmente.

 

09
Dez15

O futuro começa hoje

O Champalimaud Centre for the Unknown, nome poético que reflete aquela que será por ventura a instituição com a missão mais abrangente, realizou uma conferência subordinada ao tema “The Unknown, 100 years from now: A voyage of discovery”. O objetivo da conferência foi o de promover uma reflexão sobre as possíveis alterações e desafios que a Humanidade irá encontrar daqui a 100 anos.

 

No sentido estrito o objetivo proposto é impraticável. Será suficiente pensarmos no que era a Humanidade em 1915 e o que é agora em 2015 para nos apercebermos da tarefa inglória que seria tentar prever como será a Humanidade, se ainda existir, no ano de 2115. Mas num sentido mais abrangente debater o que queremos que o Homem seja no futuro é agora de importância fundamental. O futuro não é algo que nos acontece, não é uma fatalidade do destino. O futuro constrói-se no presente, nas opções que fazemos que vão determinar aquilo que seremos, e que queremos ser, enquanto espécie no futuro. E hoje, mais do que nunca na história da Humanidade, o debate sobre o que queremos ser no futuro é fundamental.

 

Hoje a Humanidade enfrenta desafios únicos que não só vão determinar o que vamos ser no futuro mas definir o próprio conceito de Homem. O aprofundamento do nosso conhecimento em áreas como a genética, a biotecnologia ou a inteligência artificial, em que a Humanidade está agora a dar os primeiros passos, colocaram nas mãos do Homem os poderes dos deuses e temos agora a responsabilidade suprema de definir o que queremos fazer com esse poder. Somos hoje aprendizes de feiticeiro iniciados num poder que não sabemos ainda controlar e determinar quais as consequências da sua utilização.

 

Temas como a criação de novas espécies, o aperfeiçoamento artificial da nossa próprias espécie, a criação de vida não orgânica através da inteligência artificial e a incorporação da tecnologia com a biologia, o prolongamento do tempo médio de vida e a preservação da habitabilidade do nosso planeta colocam-nos hoje, mais do nunca, a enorme responsabilidade de definir o que queremos para o futuro dos nossos filhos.

07
Dez15

Cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos, in "Poemas"

03
Dez15

Algo em vez de nada

Independentemente de todo o conhecimento que o Homem possa adquirir sobre o funcionamento, as origens e o futuro do Universo, de todas as especulações que se possam fazer sobre o que existe e qual poderá ser a sua lógica, há sempre a questão mais esmagadora: Porque existe algo em vez de nada?

02
Dez15

Tempo: antes e depois

Assumindo o risco de considerar que o universo tem uma lógica que esteja ao nosso alcance compreender podemos lançar-nos na actividade fútil mas desafiadora de pensar no que está para lá do nosso tempo e do nosso Universo. Pois se o nosso Universo como o conhecemos teve um início terá, na nossa lógica, um fim. Mas se o Universo na sua forma atual tem um ciclo de vida, já se torna mais complicado aceitar que a matéria/energia, nas usas diversas formas possam ter um início. Pois nesse caso voltamos à velha questão sobre como foi criada a matéria/energia/espaço.

 

Vamos então assumir que a matéria/energia não tiveram um momento de criação (poderse-ia dizer que sempre existiram mas sendo que o conceito de sempre é relativo pois o nosso próprio tempo não existiu sempre). O nosso Universo nasceu numa explosão, expandiu-se obdecendo a determinadas regras, a que chamamos Física, definidas por um conjunto de constantes que regem as interações ente matéria, energia e tempo. E o que pode acontecer? O Universo pode continuar a expandir-se indefinidamente, até acabar numa dispersão de matéria inerte, ou, em determinado momento, inverter o processo de expanção e iniciar uma implosão que o levaria novamente ao momento de singularidade inicial. E este processo poderia repertir-se indefinidadamente, de cada vez nascendo um Universo novo, com uma Física distinta, com uma configuração de matéria, energia e tempo completamente diferente. 

 

A resposta do que aconteceu antes do inicio do nosso tempo seria: existiu outro tempo, em outro Universo, feito com a mesma matéria mas totalmente distinto do nosso. 

 

 

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