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rua do imaginário

Porque existe algo em vez do nada?

Porque existe algo em vez do nada?

rua do imaginário

29
Nov16

Angústia do consumidor

Na sociedade consumista em que vivemos o que compramos também nos define. Os únicos objetos que compro por prazer são livros, vinhos, ingredientes para cozinhar e combustível para viajar de moto. Tudo o resto representa para mim a angústia do consumidor.

 

23
Nov16

Paixão e desapego

Para a filosofia budista só atingindo o desapego da mente a todas as coisas, compreendendo que são impermanentes e na sua essência vazias de significado, se consegue atingir a verdadeira felicidade. Em contraponto com a serenidade e a tranquilidade do desapego, a paixão é capaz de nos elevar aos picos mais altos da euforia, sabendo nós também que a mesma paixão nos pode conduzir aos abismos mais profundos da tristeza e do sofrimento.

 

Creio que a verdadeira arte de viver está em encontrar o difícil equilíbrio entre a paixão e o desapego por todas as coisas.

22
Nov16

Pós-verdade

Vivemos portanto tempos de excesso de informação e superficialidade. São fatores relacionados: a gigantesca quantidade de informação disponível diminui a nossa capacidade para a entender em profundidade, tudo é conhecido pela superfície. E sem tempo para conhecermos o detalhe conhecemos apenas uma versão parcial da realidade, que é complexa. É neste contexto que surge a palavra que o dicionário de Oxford escolheu como a palavra do ano de 2016: pós-verdade.

 

Os factos são facilmente distorcidos para se adaptar ao que queremos acreditar ou ao que é divulgado com mais intensidade. Uma mentira demasiadas vezes repetida torna-se uma verdade. Quem grita mais tem mais razão. De resto, possivelmente a verdade é demasiado complexa para nós.

 

post-truth

ADJECTIVE

Relating to or denoting circumstances in which objective facts are less influential in shaping public opinion than appeals to emotion and personal belief:

‘in this era of post-truth politics, it's easy to cherry-pick data and come to whatever conclusion you desire’

‘some commentators have observed that we are living in a post-truth age’

 

21
Nov16

Notícias falsas

A tecnologia está a revolucionar a sociedade. O acesso ilimitado à informação que a tecnologia nos proporciona tem vantagens inquestionáveis mas existem também efeitos perversos de inegável gravidade. Desde logo a incapacidade de aprofundar temas, de investir mais do que uns segundos em cada assunto. A nossa sociedade só consume o que é imediato, o que lhe é entregue já mastigado e para usufruto imediato. Um exemplo é o comportamento das pessoas quando tentam visualizar determinado conteúdo e o seu carregamento demora mais que uns segundos: o que a maioria faz é desistir desse conteúdo e passar de imediato ao seguinte. Se aquilo que queriam consumir não lhes é entregue de imediato, então já não interessa. Este comportamento denúncia muito do que somos hoje enquanto consumidores de informação e conhecimento. Outro fator é a falta de escrutínio da qualidade da informação que se consome. Se o que nos é entregue é verdade, manipulado ou apenas uma perspetiva parcial da realidade deixa de ser relevante. 

 

Em assuntos complexos não há tempo a investir no conhecimento total da realidade e qualquer informação superficial e parcial nos serve. A sociedade contenta-se com a espuma dos acontecimentos. A ficção e a realidade são conceitos que se diluem. No que podia ser uma sociedade de informação, a tecnologia está a tranformar-nos numa sociedade de desinformação.

 

18
Nov16

O terror da existência

O maior terror é que por ignorância, estupidez, inércia, preguiça, falta de sorte e de jeito esteja a desperdiçar irremediavelmente esta oportunidade extremamente improvável que me aconteceu: a existência.

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