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O amor e o desejo são sentimentos frágeis que se podem estilhaçar facilmente se não forem manuseados com extremo cuidado. E se, por descuido, distração ou inação, um sentimento se quebra o efeito é irremediável. Se os danos não forem graves ainda se pode, se existir vontade e paciência, tentar colar os múltiplos bocados em que ficou estilhaçado, mas por mais perfeito que seja este labor de artificie o resultado final nunca será exatamente igual ao sentimento primordial. Ficam sempre marcas, imperfeições, cicatrizes que o tempo pode disfarçar mas que nunca cura. Quando se quebra um sentimento o nosso mundo nunca mais volta a ser o mesmo.

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Montanha

27.09.17

Montanhas Azuis.JPG

 

Senhora da Graça, 2017

 

Há poucos locais neste mundo com maior dignidade que a montanha. A montanha tem uma beleza intrínseca que emana da sua natureza, uma magnanimidade agreste que simultaneamente nos assusta e atrai. Existe numa escala temporal que não é a nossa e recorda-nos de como somos efémeros. Gerações passam e a montanha permanece imutável. Na montanha é a montanha que dita as regras, tudo o resto, o Homem incluído, tem que se vergar perante a sua superioridade e reconhecer a sua própria insignificância. E isso é belo.

 

 

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O mais próximo que alguma vez nos conseguiremos aproximar do infinito é estar no presente. O presente é o único deslumbre de infinito ao nosso alcance.

 

INFINITO PRESENTE

 

No movimento veloz 

fluir sem pausa 
de nossa viagem,
embala-nos a ilusão
da fuga do tempo. 

Poeira esparsa no vento,
apenas passamos nós. 
O tempo é mar que se alarga
canções 
num infinito presente 

 

HELENA KOLODY, Infinito presente, 1980 

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Luz e Trevas

22.09.17

Retorno à Rua do Imaginário neste dia de Equinócio de Outono, em que simbolicamente o tempo de Luz iguala o tempo de Trevas. Agora, no nosso Hemisfério, as Trevas vão dominar a Luz, num crescimento da escuridão que talvez até seja uma metáfora para descrever os tempos que se vivem.

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