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rua do imaginário

Porque existe algo em vez do nada?

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rua do imaginário

16
Dez20

Exploração animal

Vivemos na era geológica em que a Natureza é dominada pelo Homem. O fundamento do antropoceno é uma visão do mundo na qual a Natureza é considerada como produto para usufruto da humanidade, excluindo o próprio Homem da Natureza. Esta visão não tem fundamento filosófico ou cientifico aceitável e, mais importante, não tem futuro para a humanidade.

 

No que diz respeito aos outros animais, a mundovisão e os comportamentos humanos são ética e racionalmente insustentáveis. Sabemos bem que muitos animais, ninguém o contesta, têm capacidade de sentir e de sofrer, entre outras. Os animais sencientes não podem ser tratados como qualquer outro produto industrial, da mesma forma como se trata um parafuso para montar um automóvel ou uma pedra para construir a fundação de uma casa. Na necessidade imperiosa da sua utilização para nossso usufruto temos que respeitar o direito fundamental dos animais a não serem torturados e tratados de forma cruel. O Homem não é detentor de qualquer privilégio que lhe permita deliberadamente provocar o sofrimento de outros animais.

 

A questão é: se existirem regras que obriguem ao tratamento e todos os animais com respeito pelo seu sofrimento, com respeito pelos seus direitos, como já existem para os animais domésticos, seria viável o estilo de vida atual, nomeadamente a nível dos hábitos alimentares? A alimentação humana baseada fundamentalmente em carne e peixe extraídos da natureza, por uma indústria sem o mais básico respeito pelo sofrimento animal e pela sustentabilidade, não é justificável.

 

E, acredito, a maioria dos humanos conhece e é sensível ao sofrimento extremo que é infligido aos animais na industria de produção alimentar. No entanto, a maioria também opta por ignorar essa informação e esse sentimento, varrido para debaixo de um qualquer tapete da mente. Mantendo-os longe da vista e do coração. É uma inconsciência voluntária, uma falsa ignorância, uma incoerência entre o saber e o comportamento. Para que nada mude. Se queremos ser verdadeiros e viver sem culpa temos que respeitar o que sabemos e o que sentimos. Não é possível que nada mude.

 

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