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rua do imaginário

Porque existe algo em vez do nada?

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12
Fev21

Sentir & Saber, A caminho da consciência, II

Temos em nós todas as fases da evolução da inteligência: a inteligência implícita das nossas células, a mente, as sua imagens e inteligência explícita, os sentimentos e, finalmente, a consciência.  A noção do “eu”, da pespectiva do que aquilo que eu sinto, numa unicidade de cérebro e corpo, será, talvez, um sub-produto, algo que surgiu mesmo que não seja estritamente necessário para garantir a sobrevivência dos organismos. Existem organismos sem consciência ou com diferentes graus de conciência. E, não sabemos, poderão existir níveis de consciência muito superiores à nossa.

 

Mas esse sub-produto é a grande maravilha da evolução do Universo: a consciência da existência. Faria sentido exisitr um Universo sem nunca surgir consciência?

 

Livro: Sentir & Saber, A caminho da consciência, António Damásio

 

08
Fev21

Sentir & Saber, A caminho da consciência

 

A ciência começa a desbravar o território inóspito e obscuro do conhecimento sobre o funcionamento dessa máquina biológica admirável que é o cérebro humano. O cerebro é um dos grandes mistérios do que nós somos, da nossa essência. Conhecer o seu funcionamento, o cérebro a conhecer-se a si próprio, é um importante designio da ciência.

 

O livro “Sentir & Saber, A caminho da consciência“ de António Damásio é constiuído por pequenos capítulos, muito sucintos, no que foi certamente um gigantesco esforço, bem sucedido, do autor de tornar claros, objetivos e concisos temas que são intrinsecamente de enorme complexidade. Os seres unicelulares, que surgiram na Terra há cerca de quatro mil milhões de anos, já possuiam uma inteligência implícita com o objetivo de manter a homoestasia do organismo, equilibrio químico e físico que lhe permite manter-se vivo. Num processo evolutivo lento foram sendo adicionados níveis de complexidade a partir desta inteligência primordial. Surgiram os sentidos e um sistema nervoso com cérebro que permite registar imagens mentais do que rodeia o organismo. E surgem os sentirmentos, a possíbilidadede registar imagens mentais, e de reagir a elas, sobre o que acontece no corpo. Mais tarde este mecanismo de sentimento foi adaptado e evoluído para registar emoções relacionadas não só com o corpo, como o conforto, desconforto, prazer ou a dor, como também das nossas necessidades sociais, o medo, a ansiedade, a alegria. E, talvez, o amor.

 

Tudo isto ainda não é consciência, mas a consciência emerge de toda esta estrutura. São os sentimentos que permitem ao organismo saber que o sente é seu e que é algo distinto do mundo que o rodeia. É o sentimento que permite o nascimento do “eu”, a dualidade entre o organismo e o Universo, entre criatura e criador.

 

Sentir & Saber, António Damásio.jpg

Sentir & Saber, A caminho da consciência, António Damásio 

 

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