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rua do imaginário

Porque existe algo em vez do nada?

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rua do imaginário

22
Set20

Aldeia de Dine

Após o agradável passeio matinal na tranquila e bucólica aldeia de Rio de Onor regressámos a Bragança e estacionámos a mota dentro do castelo, mesmo junto ao edificio medieval ícone da cidade, o Domus Municipalis. Almoçámos de forma excelente e tranquila num pequeno restaurante dentro das muralhas do castelo, a Tasca do Zé Tuga. Nesse momento ainda não havia qualquer plano para a tarde desse dia e foi, debruçados sobre o mapa, que reparámos numa aldeia com um nome curioso que ficava no fim da estrada N308-3, perdida em pleno Parque Natural do Montesinho. Não tinhamos qualquer informação sobre esta aldeia mas pareceu-nos ser um bom passeio, e foi assim que decidimos ir à aldeia de Dine.

 

Foi portanto uma escolha absolutamente caual que nos levou a descobrir uma das mais fantásticas estradas que percorremos por estes dias. A estrada N308-3 que termina na aldeia de Dine é plena de curvas maravilhosamente encadeadas, quase que a um ritmo musical, não demasiado lentas, com um piso em estado perfeito, sem trânsito, enfim uma estrada mais que perfeita para ser usufruída de mota. Sempre acompanhados, é claro, pelas paisagens maravilhosas do Montesinho, onde a árvore dominante é o castanheiro, árvores imponentes e belas, que nesta altura do ano se apresentam carregadas de ouriços de castanhas, muito bonitas nos seus dois tons de verde, o das folhas e o dos ouriços.

 

Chegados à aldeia de Dine, o local onde a estrada acaba, ou começa, tentámos visitar duas das atrações descritas nesta aldeia: os antigos fornos de cal e a Lorga de Dine. Assim que estacionamos a mota, num pequeno largo rodeado de casas de pedra maravilhosamente conservadas e cheias de canteiros floridos, uma senhora de idade que ia a passar inicia conversa connosco e logo nos informa que não conseguiriamos visitar o Lorga ou o seu pequeno museu, por a sua amiga que acompanha estas visitas estar hospitalizada. Tentámos ir a pé sozinhos encontrar os referidos fornos de cal, só que um engano no percurso levou-nos a percorrer um bonito trilho pedestre em pleno bosque do Montesinho. Uma vez mais, valeu a pena andarmos perdidos. Regressámos à aldeia, tomamos o caminho certo e finalmente encontramos os antigos fornos de cal, estruturas circulares de pedra  onde o calcário era transformado em cal através da calcinação, processo em que camadas alternadas de lenha e pedra de calcário eram colocadas a arder lentamente, durante vários dias, até se produzir a cal.

 

Posteriormente descobririamos que a Lorga de Dine é uma pequena gruta calcária com vestigios de ocupação humana do calcolíico e da Idade do Bronze, havendo também um pequeno centro interpretativo com alguns dos objectos recolhidos nesse local. Foi uma pena não nos ter sido possível visitar estes locais, certamente teria sido muito interessante.

 

Em Dine sentimos que estávamos no verdadeiro local onde a estrada começa, e seria impossível não recordarmos aqui o maravilhoso poema de um só verso de Mário Cesariny: “Ama como a estrada começa”.

 

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Casas na aldeia de Dine

 

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Forno de cal na paisagem do Parque Natural do Montesinho

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Castanheiros plenos de ouriços

 

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