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rua do imaginário

Porque existe algo em vez do nada?

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rua do imaginário

05
Jun15

Amor egoísta

 

Trazemos em nós uma tal necessidade de amor que, por vezes, um encontro no momento certo - ou talvez no momento errado - desencadeia o processo de fulminação e de fascinação.

Nesse momento, projectámos sobre outrem essa necessidade de amor, fixámo-la, endurecemo-la, e ignoramos o outro que se tornou na nossa imagem, no nosso totem. Ignoramo-lo crendo adorá-lo. Aí está, efectivamente, uma das tragédias do amor: a incompreensão de si mesmo e do outro".

Edgar Morin, in Amor, Poesia, Sabedoria, Ed. Instituto Piaget.

 

Esta citação (“Modus Vivendi”) é um resumo trágico dos problemas do amor: o amor é egoísta. Ama-se pela necessidade que temos em nós de amar e de ser amados mantendo o interesse egoísta do “eu” sobre o interesse comum do amor, o “nós”. No amor egoísta é impossível atingir a compreensão do outro em tudo aquilo que não encaixa no que idealizamos e fixamos. Amamos uma miragem, uma projeção de nós. Esta é a tragédia do amor: estará ao nosso alcance o verdadeiro amor pelo outro?

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