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Parece hoje impossível que em qualquer evento que consideremos memorável as pessoas não recorram ao seu smartphone para registar o momento. Viver transformou-se num incansável recolher de conteúdos, seja para partilhar ou simplesmente para ficar registado na memória digital e imutável do nosso equipamento. Mas uma memória é muito mais que uma fotografia, uma memória é uma entidade autónoma que existe em nós, que vive e morre, que se transforma, que aparece e desaparece. E uma memória é também um sentimento.

 

De que forma é que a prioridade à recolha do conteúdo afeta as memórias que vamos construindo em nós? Porque não é certamente inócuo para a memória estar a viver um acontecimento ou a fotografá-lo ou filmá-lo. Os mecanismos que determinam se uma memória fica viva em nós, se desaparece misteriosamente nos subterrâneos escuros do nosso inconsciente, e porque motivos vem à luz em determinados momentos, são misteriosos. A forma como assistimos afeta o conteúdo das memórias que iremos, ou não, construir daquele momento (porque uma memória é uma construção). E não podemos ignorar que o melhor da vida é ter um bom passado, e que o passado pouco mais é do que as memórias que soubemos construir.

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