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rua do imaginário

Porque existe algo em vez do nada?

Porque existe algo em vez do nada?

rua do imaginário

19
Mai15

Olhar para fora, olhar para dentro

Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta.

Carl Jung (1875 - 1961)

 

Todas as sensações que o nosso cérebro recebe são interpretações de estímulos nos órgãos sensitivos (olhos, tímpanos, extremidades nervosas) convertidos em sinais entregues pelo sistema nervoso no cérebro que os transforma em sensações. Quando vemos uma parede amarela, o que vemos é o estímulo do reflexo de determinadas frequências da luz na nossa retina que as transforma em sinais que são levados ao cérebro que constrói a imagem de uma parede amarela. Não existe qualquer garantia que a cor a que eu chamo de “amarelo” seja de facto interpretada da mesma forma pelo cérebro das outras pessoas. A imagem a que chamamos “amarelo” só existe dentro do nosso cérebro e é incomparável com a imagem a que outra pessoa também chama “amarelo”. O que se reeire relativamente ao “amarelo” aplica-se a qualquer sensação que o nosso cérebro receba.

 

A realidade é um conjunto de protões, neutrões, eletrões e outras partículas e sub-partículas que a ciência vai descobrindo, espaço e tempo. Fundamentalmente a realidade é espaço e tempo. O percecionamos é uma ilusão que só existe dentro de nós, no nosso cérebro.

 

Quando olhamos, ouvimos, tocamos, cheiramos e saboreamos estamos a interpretar de forma pessoal e incomparável um estímulo do mundo exterior físico que pode ser, e certamente o é, muito diferente daquilo que o nosso cérebro interpreta. Uma mosca, que tem uma estrutura visual e cerebral muito diferente da nossa, vê um mundo totalmente diferente da forma como nós o vemos, incluindo o tempo. O tempo para uma mosca pode ser diferente do tempo para um humano. Qual, eu ou a mosca, está mais perto do que é a realidade não faz sentido questionar, não se pode afirmar que exista uma única realidade.

 

Esta questão é um tema na filisofia desde da antiguidade, da alegoria da caverna de Platão ao "penso, logo existo" de René Descartes. Se queremos conhecer verdadeiramente o que nos rodeia, não temos alternativa a olhar para dentro de nós. Estamos isolados em nós, e tudo o que conhecemos é o que o cérebro conhece de si próprio.

 

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