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rua do imaginário

Porque existe algo em vez do nada?

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rua do imaginário

28
Jul17

Os invisíveis

Existem seres humanos que, estando excluídos dos limites do que é considerado como a normalidade da vida em sociedade, são tratados como se fossem invisíveis. Um exemplo são os sem-abrigo, que vivem nas cidades como fantasmas vivos, como que invisíveis a quem por eles passa. O desconforto que o seu sofrimento provoca faz com que sejam ignorados coletivamente, o seu falhanço é também o nosso falhanço, que pretendemos esconder de nós próprios continuando imperturbáveis com as nossas vidas.

 

O comportamento da sociedade perante a presença dos seres humanos que nos incomodam, que nos fazem questionar o direito ao nosso conforto e as suas consequências, será semelhante ao de uma mãe que, ouvindo o seu bebé, a chorar coloca a música mais alta para não ouvir o choro. Se não vemos o problema, não existe problema.

 

Nos últimos anos surgiu nas sociedades europeias uma nova classe de invisíveis: os refugiados do norte de África. Perante a tragédia de milhões de pessoas que tentam fugir de uma vida sem esperança, arriscando tudo numa viagem louca e desesperada, a sociedade comporta-se como se eles não existissem, tentando ao máximo ignorar o seu sofrimento. É uma espécie de acordo tácito entre todos com os serviços mínimos para garantir a sua recolha, vivou ou mortos, e o resto a sociedade que os tenta ignorar na medida possível. No Mediterrâneo, o mar berço da cultura ocidental, onde por estes dias de Verão turistas se banham nas suas águas cálidas, e que tudo fazem para conscientemente ignorar que estão a mergulhar num verdadeiro cemitério de seres humanos desesperados.

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