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rua do imaginário

Porque existe algo em vez do nada?

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rua do imaginário

03
Set15

Os migrantes

 

Tenho evitado escrever sobre este tema, não há palavras que possam ser escritas que transmitam o drama, é demasiado difícil. É uma reação emocional perante o imediato, de um problema  que se irá manter muito depois de os holofotes mediáticos se virarem para outro tema e estas pessoas ficarem esquecidas. Mas é inevitável pensar agora sobre este holocausto. O drama dos migrantes que, fugindo da guerra, da barbárie, da miséria, da fome, da total falta de expetativas, invadem a Europa. Vêm em busca de uma ténue esperança. Enfrentam viagens impossíveis, perigos inomináveis, fogem de uma vida inviável e procuram algo, que por pouco que seja, sempre é melhor do que o que deixam. Os europeus são confrontados, são agredidos com um murro no estômago, por imagens terríveis de crianças afogadas nas praias da Europa. Crianças que morreram por os seus pais tudo tentarem para que pudessem ter um futuro. Todos nós nos sentimos um pouco culpados por aquela morte. Talvez assim a Europa acorde.

 

Perante este drama a actuação da Europa tem sido miserável. Os países junto à costa do Mediterrâneo e nas fronteiras Ocidentais são deixados à sua sorte, perante a chegada diária de milhares de migrantes. Uns constroem muros, outros recusam-se a receber migrantes, todos parecem desnorteados. É o próprio ideal da construção da União Europeia que está em risco perante esta pressão migrante, perante este drama humanitário em que os ricos da Europa não demonstram solidariedade nem soluções para resolver o problema. A Europa só irá sobreviver se souber estar à altura do que está a acontecer. Se souber acolher e ajudar os que nos procuram e se souber tomar as medidas certas para que quem foge possa ter em sua casa uma esperança de futuro. Até lá, a Europa é uma ténue jangada que perante este naufrágio humanitário pode, também ela, afundar.

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