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Para ouvir é necessário, para além de uma aparelhagem orgânica de ouvidos, tímpanos e nervos, um cérebro. E um cérebro necessita de neurónios, de um coração a bombear sangue, de pulmões para respirar, de estômago e intestinos a trabalhar ruidosamente para extrair os nutrientes. O silêncio não existe, porque para ouvir o silêncio é necessária uma máquina relativamente ruidosa. O único silêncio possível é o silêncio da mente.

 

Vivemos quase sempre imersos num mundo ruidoso. Quando sinto a aparência do silêncio, gosto de simplesmente ficar a ouvi-lo. No início, quando começamos a ouvir o silêncio, não conseguimos distinguir nada. Mas, lentamente, como olhos que se habituam à escuridão, o nosso cérebro vai conseguindo encontrar e distinguir ténues sons no silêncio que ouvimos. E vamos imaginando a sua origem, as suas causas e consequências, ficções em torno desses ruídos que são o respirar do mundo que nos rodeia. É talvez aconteça que seja no silêncio que se esconde a verdade.

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