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A poesia é conseguir transmitir o que está para além dos limites da palavra. É conseguir sair um pouco fora da jaula que nos impõe a linguagem. O físico Carlo Rovelli, no seu belíssimo livro “A ordem do tempo”, refere algo que a princípio me surpreendeu: que a ciência tem origem na poesia.

 

A ciência é também conseguir ver um pouco (muito) além do que os nossos sentidos nos conseguem dizer. É a Terra nos parece plana e conseguir ver que é redonda. É o Sol gira em torno de nós e conseguir ver que somos nós que giramos em torno do Sol. É pensar que somos o centro do Universo e conseguir ver que não passamos de uma insignificância ocasional perdida na sua imensidão. É acreditar que a eternidade existe e conseguir ver que o tempo teve um início e provavelmente terá um fim. É sentir que o tempo é sempre igual e conseguir ver que o tempo é diferente em cada lugar.

 

A poesia, tal como a ciência, é sentir e ver com a mente.

 

Livro: A Ordem do Tempo, de Carlo Rovelli, Objectiva, 2018

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