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A resposta à questão “Porque é que, podendo não existir, existe algo?” pode ser fundamentada pelo principio antrópico. O fundamental deste princípio é o seguinte: dado que é um facto que existimos e temos capacidade para observar o Universo, o Universo só poderia ser tal que permita a nossa existência. Se fosse diferente, ligeiramente diferente, não o estaríamos a questionar.  Ainda assim, o recurso ao princípio antrópico deixa uma sensação de insatisfação, pois o facto de existirmos não explica porque existe algo.

 

Este é o único Universo que podemos observar e é por esse motivo que existe e é desta forma. Tanto quanto sabemos, a probabilidade de o Universo ser como é ou, sendo diferente, ter a possibilidade de gerar consciência que questione o Universo é ínfima. A nossa existência é uma improbabilidade extrema, mas o facto é que existimos. E posto isto, o Universo não poderia ser muito diferente do que é.

 

A nossa existência é resultado deste Universo e nós somos parte do Universo. Quando nos questionamos em rigor é o Universo que se questiona a si próprio: a consciência dos seres vivos é a consciência do próprio Universo. Podemos imaginar infinitas possibilidades de outros universos que existam juntamente com o nosso (o antes e o depois só faz sentido dentro do nosso Universo) que não permitam gerar consciência que se questione. Podemos até imaginar, embora seja bastante mais difícil, um Universo onde não exista nada, absolutamente nada, nem matéria nem energia, nem espaço nem tempo. Mas qual seria a utilidade desses Universos? Qual o sentido de existir algo se não fosse possível gerar consciência?

 

Esta última formulação é conhecida como o “Princípio Antrópico Final”: o Universo tem como finalidade produzir consciência.

 

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