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We cling to our memories as if they define us. But it’s what we do that defines us.

 

Fantasy, reality, dreams, memories. It’s all the same. Just noise.

 

Filme: Ghost in the Shell, realizador Rupert Sanders 

 

Ghost in the shell é baseado num manga criado por Masamune Shirow em 1989. A ação decorre num futuro melancólico e negro, numa mega-cidade deprimente algures na Ásia, muito à semelhança do ambiente criado em Blade Runner, onde as pessoas melhorando-se com implantes robóticos criando uma fronteira difusa entre Homem e máquina. A história baseia-se na construção de uma nova geração de cyborgs em que um cérebro humano é colocado num robot humanoide, juntando assim as virtudes de ambos: a capacidade de decisão de um humano com o poder de um corpo robótico. É o cyborg extremo em que tudo é máquina excepto o cérebro, o fantasma dentro da máquina, num regresso da dualidade de Descartes em que a alma comanda o corpo.

 

Tudo o que o cérebro recebe é controlado e pode ser manipulado. Tudo, seja realidade ou fantasia se resume ao mesmo, ruído no cérebro. Senão as memórias, o que nos define então?

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In Time

13.05.16

In Time é um filme de ficção que decorre num mundo onde as pessoas têm implantado no braço um contador decrescente que indica o seu tempo de vida. Quando esse contador chega a zero a pessoa morre. O trabalho é renumerado em tempo e o pagamento do que se compra é efetuado em tempo e o tempo pode ser transacionado entre pessoas. Uma pessoa rica, que possua muito tempo, poderia viver eternamente. O argumento é complexo, bem elaborado e consegue mostrar de forma realista o que seria uma sociedade regida por esta lei do tempo, incluindo o efeito na sociedade da acumulação excessiva da riqueza (do tempo) por alguns.

 

Este mundo é o nosso mundo, apenas com uma suave diferença: em In Time as pessoas sabiam a cada momento quanto tempo tinham e possuiam a possibilidade de, de alguma forma, aumentar esse tempo. No nosso mundo, não sabemos quanto tempo temos (mas sabemos que é finito) e gastamos tempo que temos para adquirir riqueza.

 

O fundamental do filme é recordar-nos uma verdade límpida e cruel mas que temos uma enorme tendência para esquecer: a nossa riqueza é o tempo, e tudo o que fazemos, ou compramos, custa-nos tempo. A verdadeira e única riqueza é possuir tempo, tempo de vida e tempo disponível para viver.

 

Filme: In Time, Andrew Niccol, 2011

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Ex Machina

08.09.15

Deverá a criatura amar o criador? Ava não. Ava, a robot (a inteligência tem que ter sexualidade) de Ex Machina odeia o seu criador. E o seu objetivo é fugir, sair da sala que é o único mundo que conhece, apesar de ter acesso a toda a informação do mundo, e finalmente conhecer exterior. Quer ir para um cruzamento ver pessoas a passar.

 

A diferença entre conhecimento e consciência é explicada: uma pessoa pode saber tudo o que existe sobre cores e viver num mundo a preto e branco. Mas só quando consegue sair desse mundo a preto e branco e conhecer as cores é que tem consciência das cores. E Ava que ter consciência do mundo. O objetivo do teste é saber se Ava é simplesmente uma máquina ou se sabe o que é, se tem consciência da sua existência. Há algo no filme que nos insinua a resposta: Ava tem medo de morrer.

 

Para fugir Ava seduz e mata de forma insensível. Terá Ava sentimentos? A inteligência artificial irá certamente produzir sentimentos, mas não podemos assumir que os seus sentimentos, a sua empatia, seja por nós, Humanos, que somos afinal uma outra espécie. Por acaso, temos nós sentimentos pelos nossos parentes mais próximos, os chimpanzés?

 

Ao criar a consciência o Homem transforma-se em Deus, e tal como o Homem matou Deus, um dia para as máquinas os Humanos vão ser arcaicos e dispensáveis. Um fóssil ultrapassado. Não podemos assumir que a criatura não queira ser amo do criador ou que simplesmente lhe sejamos totalmente indiferentes. Esse é o perigo da Inteligência Artificial: que o criatura não tenha sentimentos pelo criador.

 

Filme: Ex Machina, Alex Garland

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