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rua do imaginário

Porque existe algo em vez do nada?

Porque existe algo em vez do nada?

rua do imaginário

23
Abr21

"Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira"

Esta é a notória primeira frase do romance Anna Karenina, de Tolstoi. Este é também um dos motes do romance de Afonso Cruz, “Princípio de Karenina”. É uma longa carta de um homem a uma filha que nunca conheceu. Uma carta de despedida. Um homem que foi educado a ter medo da diferença, do que nos é estranho, do que vem de fora de nós. Para ele a distância media-se em phobos, em medos. Mas que acaba por se apaixonar pelo que de mais estrangeiro poderia existir, pelo arquétipo da distância, uma mulher da Conchichina.  Uma nota também para as belas fotos do autor que acompanham esta edição.

 

Sabemos bem que em quase tudo só há uma forma de estarmos certos e infinitas maneiras de estarmos errados. Mas, como bem salienta Afonso Cruz, com a felicidade não é bem assim. Há muitas formas de se ser feliz, ao contrário do que refere a frase mote deste livro. A própria tristeza pode ser uma excelente lugar para se ser feliz. O mundo perfeito não existe para ninguém, há quem tenha vidas melhores, há quem tenha vidas piores, há quem tenha vidas tão difíceis que nem as conseguimos imaginar. Mas, isto é certo, todos nascemos para sofrer, nesse aspecto todos somos iguais. O que nos distingue é que alguns de nós, por alguma razão, conhecem a alquimia de extrair a felicidade da efémera, sempre imperfeita, mas maravilhosa improbabilidade que é sentirmos o tempo.

 

Parece-me que Abraham Lincoln conseguiu resumir bem o que é isto de se conseguir ser feliz:

As pessoas são, em geral, tão felizes quanto decidem ser.

 

Livro: Princípio de Karenina, Afonso Cruz, Companhia das Letras

12
Fev21

Sentir & Saber, A caminho da consciência, II

Temos em nós todas as fases da evolução da inteligência: a inteligência implícita das nossas células, a mente, as sua imagens e inteligência explícita, os sentimentos e, finalmente, a consciência.  A noção do “eu”, da pespectiva do que aquilo que eu sinto, numa unicidade de cérebro e corpo, será, talvez, um sub-produto, algo que surgiu mesmo que não seja estritamente necessário para garantir a sobrevivência dos organismos. Existem organismos sem consciência ou com diferentes graus de conciência. E, não sabemos, poderão existir níveis de consciência muito superiores à nossa.

 

Mas esse sub-produto é a grande maravilha da evolução do Universo: a consciência da existência. Faria sentido exisitr um Universo sem nunca surgir consciência?

 

Livro: Sentir & Saber, A caminho da consciência, António Damásio

 

08
Fev21

Sentir & Saber, A caminho da consciência

 

A ciência começa a desbravar o território inóspito e obscuro do conhecimento sobre o funcionamento dessa máquina biológica admirável que é o cérebro humano. O cerebro é um dos grandes mistérios do que nós somos, da nossa essência. Conhecer o seu funcionamento, o cérebro a conhecer-se a si próprio, é um importante designio da ciência.

 

O livro “Sentir & Saber, A caminho da consciência“ de António Damásio é constiuído por pequenos capítulos, muito sucintos, no que foi certamente um gigantesco esforço, bem sucedido, do autor de tornar claros, objetivos e concisos temas que são intrinsecamente de enorme complexidade. Os seres unicelulares, que surgiram na Terra há cerca de quatro mil milhões de anos, já possuiam uma inteligência implícita com o objetivo de manter a homoestasia do organismo, equilibrio químico e físico que lhe permite manter-se vivo. Num processo evolutivo lento foram sendo adicionados níveis de complexidade a partir desta inteligência primordial. Surgiram os sentidos e um sistema nervoso com cérebro que permite registar imagens mentais do que rodeia o organismo. E surgem os sentirmentos, a possíbilidadede registar imagens mentais, e de reagir a elas, sobre o que acontece no corpo. Mais tarde este mecanismo de sentimento foi adaptado e evoluído para registar emoções relacionadas não só com o corpo, como o conforto, desconforto, prazer ou a dor, como também das nossas necessidades sociais, o medo, a ansiedade, a alegria. E, talvez, o amor.

 

Tudo isto ainda não é consciência, mas a consciência emerge de toda esta estrutura. São os sentimentos que permitem ao organismo saber que o sente é seu e que é algo distinto do mundo que o rodeia. É o sentimento que permite o nascimento do “eu”, a dualidade entre o organismo e o Universo, entre criatura e criador.

 

Sentir & Saber, António Damásio.jpg

Sentir & Saber, A caminho da consciência, António Damásio 

 

08
Jan21

O Aroma do tempo

“O Aroma do Tempo, Um ensaio filosófico sobre a Arte da Demora” do filósofo Byung-Chul Han é uma interrogação sobre como vivemos o Tempo no nosso tempo. Vivemos tempos velozes. E sabemos que é preciso tempo para aprofundar o pensamento, ou, na feliz expressão do autor, a “amplidão do Ser”. A comtemplação oferece-nos tempo, a velocidade retira-nos tempo. E sem tempo apenas navegamos na superfície, ao sabor das correntes e dos ventos, num quotidiano permanentemente reativo. A sabedoria exige tempo. E a vida moderna, na sua agitação, na elevação dos ocupados, dos que andam em permanente pressa, onde tudo tem que ter retorno imediato, onde não se espera, impede ver o detalhe do que se esconde para além do óbvio de todas as coisas. E a beleza maior do mundo está no detalhe.

 

Todos vós, que amais o trabalho selvagem e o rápido, o novo, o estranho, suportai-vos mal a vós mesmos, a vossa diligência é fuga e vontade de esquecimento do vosso próprio ser. Se acreditasseis mais na vida, lançar-vos-íeis menos no instante. Mas não tendes em vós conteúdo bastante para a espera – e nem sequer a preguiça!

Friedrich Nietzsche

 

A demora contemplativa concede tempo. Dá amplidão ao Ser, o que é algo mais do que estar ativo. Quando recupera a capacidade comtemplativa, a vida ganha tempo e espaço, duração e amplidão.

(...)

À falta de sossego, a nossa civilização desemboca numa barbárie. Em nenhuma época foram mais cotados os ativos – quer dizer, os desassossegados. Entre as correções necessárias que devem introduzir-se no caráter da humanidade, conta-se portanto, uma ampla medida de fortalecimento do elemento contemplativo.

Byung-Chul Han

 

O Aroma do Tempo, Byung-Chul Han.jpg

O Aroma do Tempo, Byung-Chul Han

 

26
Out20

Mundos possíveis

“Cosmos – Mundos Possíveis" de Ann Druyan é um livro, e uma serie de televisão, sobre o esplendor do Universo mas, e principalmente, sobre a maravilhosa aventura do conhecimento da Humanidade que nos permite conseguir começar a vislumbrar a linguagem em que o Universo está escrito. É uma mensagem sobre a infinita variedade da existência e as enormes possibilidades da inteligência. E é, também, sobre a nossa insignificância individual.

 

No "Terra inabitável" somos cilindrados com dureza pelo egoísmo do Homem que está a levar o planeta a um desiquilibrio catastrófico. Neste "Cosmos  - Mundos Possíveis" recebemos a profunda beleza da maior construção da Humanidade, em que geração após geração, homens e mulheres movidos apenas pela curiosidade vão desbravando a ignorância e construindo a catedral do conhecimento.

 

Mas não é exactamente sobre o livro "Cosmos – Mundos Possíveis", nem sobre a dicotomia magnificiência/inconsciência da humanidade que quero aqui escrever, mas sobre o amor entre Ann Druyan e Carl Sagan. Porque, de entre todos os mistérios do Universo, o amor será sempre o maior e mais belo de todos.

 

Quando nos apaixonámos, para mim foi como descobrir um mundo novo. Um mundo que eu tivera esperança que existisse mas nunca tivera oportunidade de ver. Neste novo mundo a realidade excedia a fantasia em todos os sentidos.

(...)

Numa noite estrelada, juntos num convés de um navio no Pacífico, vimos um casal de golfinhos a acompanhar-nos. Ficámos a vê-los talvez durante dez minutos quando de súbito, num único movimento gracioso, deram um mergulho em ângulo recto e desapareceram no mar profundo. Moveram-se em uníssono, como se tivessem comunicado de alguma maneira misteriosa. Carl olhou para mim e sorriu: “Somos nós, Annie”, disse ele.

 

Cosmoa - Mundos Possíveis, Ann Druyan.jpg

Cosmos - Mundos Possíveis, Ann Druyan, edição: Gradiva

 

 

20
Out20

Terra Inabitável

“A Terra Inabitável – Como vai ser a vida pós-aquecimento global” de  David Wallace-Wells pretende ser um dramático grito de alerta e um forte abanão para acordar consciências perante os efeitos trágicos que as alterações climáticas irão ter sobre o nosso planeta. E, nesse sentido, é extremamente eficaz. Fica claro que as alterações climáticas não são uma questão do incómodo de suportar temperaturas uns graus mais elevadas, ou tempestades mais intensas de quando em vez, ou que apenas afectam populações de países sub-desenvolvidos e distantes de nós. São consequências que vão, e já estão, a provocar a morte de milhões de pessoas, em todas as latitudes do planeta, em países ricos ou pobres. Todos somos ou seremos vítimas, mais cedo do que imaginamos.

 

Os efeitos das alterações climáticas são descritos ao pormenor, sempre com base científica, e nem o facto de o que vier a acontecer ainda depender do que for a nossa ação nos próximos anos nos pode tranquilizar de alguma forma. Mesmo no improvável cenário de a reação da humanidade ser extremamente rápida e eficaz, os efeitos serão extremamente graves. O livro está fundamentamente dividido duas partes, numa primeira parte o autor percorre todos os efeitos que as alterações climáticas terão sobre as nossa vidas, todas as formas em que irão provocar mortos e sofrimento. Numa segunda parte do livro  o autor tenta compreender os motivos para, perante toda a evidência cientifíca do que nos vai acontecer e as consequências esmagadoras, o estranho facto de a humanidade continuar tranquila e indiferente.

 

E é sobre as razões dessa indiferença, dessa estranha incapacidade de ver a tragédia à nossa frente, que é curioso refletir um pouco. Existem diferentes motivos para esta ignorância, alguns principais que passo a indicar, e um outro motivo adicional que talvez seja o mais importante.

 

As alterações no planeta decorrem a uma escala muito lenta

Este é provavelmente o pior erro. As alterações climáticas estão a ser catastróficas e extremamente rápidas. Isto porque é um fenómeno que se auto-alimenta provocando que o aumento de velocidade do desiquilibrio não seja linear mas exponencial. Um exemplo: a queima de combustíveis fósseis liberta dióxido de carbono que provoca efeito de estufa. O aquecimento diminui a superfície gelada nos pólos, o que diminui a reflexão da luz (o designado efeito albedo) o que provoca mais aquecimento. Este aquecimento provoca que a camada de permafrost (solo que está permanentemente congelado) que cobre as superficies árticas comece a descongelar, o que liberta enormes quantidades de metano (que é um poderoso gás de efeito de esstufa) e outros gases, o que aumenta o aquecimento. Podia-se continuar, mas é fácil entender que a noção que este tipo de alterações climáticas são lentas e cujos os efeitos demoram milénios a fazerem-se sentir pode ser extremamente errada. Depois de se iniciar um processo de desiquílibrio o ecosistema pode desmoronar-se de forma catastrófica muito rapidamente.

 

Homem e Natureza são coisas distintas

Foi há mais de 450 anos que Copérnico retirou o Homem do centro do Universo e há mais de 150 anos que Charles Darwin lhe retirou o estatuto de espécie priviligiada da restante vida. No entanto, o conceito de que o Homem é, na sua substância, diferente dos restantes ser vivos que connosco partilham o planeta ainda persiste. A ideia que as consequências das alterações climáticas poderá provocar a extinção em massa de inúmeras espécies, mas que o Homem vive numa bolha isolada e que não faz parte da Natureza, é obviamente incorreta. Tudo o que comemos e todo o ar que respiramos vem da Natureza e nós dependemos totalmente, tal como qualquer outro ser vivo, das condições do nosso planeta, que é muito mais que apenas a nossa casa.

 

A tecnologia consegue resolver todos os nossos problemas

Esta é uma ideia muito recente, mas bem enraizada. Existe o conceito que a ciência e a tecnologia conseguem sempre, mais cedo ou mais tarde, resolver os problemas. É consequência de vivermos numa civilização que endeusa a tecnologia. Neste aspecto a recente pandemia veio abalar muitas certezas quando, perante uma doença que paralisou o mundo, a ciência se viu impotente para no imediato o evitar. As alterações climáticas são um fenómeno extremamente complexo, um hiper-objecto, no termo cunhado por Timothy Morton, em que ninguém isoladamente terá a capacidade para perceber todas as suas complexidades, interligações e consequências. Pensar que a tecnologia será suficiente para salvar a humanidade é somente ingénuo.

 

Finalmente há um outro motivo adicional: o egoísmo. Apesar de muitos estarmos conscientes dos impactos, poucos estão dispostos a abdicar do seu conforto e da recompensa imediata do seu estilo de vida para nos salvarmos a nós e os que vierem depois de nós. Há algo que é preciso ficar claro: não é o planeta que está em causa, somos nós. E não estamos a falar dos nossos bisnetos que já não iremos conhecer, estamos a falar de nós e dos nossos filhos. O planeta Terra já superou cinco grandes eventos de extinção massiva e vai superar mais este que neste momento estamos a provocar. Quem não ira sobreviver é a Humanidade.

 

A Terra Inabitável, David Wallace-Wells.jpg

A Terra Inabitável, David Wallace-Wells.edição Lua de Papel

 

25
Mai20

O tempo não existe

O tempo é ilusão. O passado são apenas memórias residentes no cérebro algures entre os nossos neurónios e as ligações das suas sinapses. As memórias são uma construção só nossa. O futuro é uma expectativa, apenas isso. O que existe é o agora, somente o Agora. O tempo psicológico é a ilusão  de uma continuidade entre passado e futuro criada pelo nosso cérebro, uma poderosa ilusão de uma linha que flui entre o passado, as nossas memórias, e um futuro que assumimos existir mas que não tem qualquer realidade.

 

Na física as conclusões são semelhantes: não existe tempo. O tempo único e Universal, o metrónomo que marca o ritmo universal, não existe. O Universo pode ser explicado matematicamente sem recurso a uma variável que represente o tempo.

 

Existe assim uma curiosa semelhança entre o entendimento do nosso tempo pessoal, o nosso Ser, e o atual conhecimento da ciência sobre o que é o tempo. Certamente que não é coincidência. Nem o tempo nem a realidade são o que nos parecem. O mundo e  tempo que conhecemos existe só dentro de nós, no nosso imagimário. Conseguir aceitar este facto, libertarmo-nos da ilusão do tempo, é uma profunda revolução que faz toda a diferença na forma como entendemos o que é vida e o que é viver.

 

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A realidade não é o que parece, Carlo Rovelli

 

O Poder do Agora, Eckhart Tolle.jpg

O Poder do Agora, Eckhart Tolle

 

 

 

 

 

23
Jun19

Ver devagar

Aquilo que consideramos que é um pensamento não é algo que possa ser definido, a complexidade do nosso cérebro estará muito para além da nossa capacidade de o entender. Mas, de uma forma simplista, podemos dizer que existem diferentes tipos de pensamento consciente: sentimentos, imagens, pensamento rápido e pensamento lento.

 

O pensamento rápido são as nossas reações por instinto, as decisões que fazemos sem racionalizar, de imediato ou de reação. Este é o tipo de pensamento que nos permitiu sobreviver enquanto espécie durante milhares de anos e que hoje é a base da sociedade de consumo. O bom cidadão, nesta sociedade, compra por instinto para satisfazer emoções imediatas.

 

O pensamento lento trata-se de todo o pensamento que exige uma racionalização, uma sequência de ideias de causa efeito. A linguagem é a estrutura inseparável do pensamento lento.  É este pensamento que nos permite a religião, o inventar, o criar e que nos permitiu transformar-nos de criatura em criador.

 

No livro "Elogio da palavra" o seu autor, Lamberto Maffei, elabora sobre a diferença entre o olhar e o ver.  O ver consiste na interpretação que cada um faz do que recebemos quando olhamos. O ver, a interpretação, para ser o mais produtiva possível recorre ao pensamento lento. O que vemos é algo de muito pessoal, que depende não só do que somos geneticamente mas também do nosso passado, do que aprendemos ao longo da vida, da nossa forma de viver e da nossa linguagem (na medida de que o pensamento lento é inseparável da linguagem). Numa frase, pode resumir-se ao seguinte: quem sabe mais vê mais.

 

Por este motivo é especialmente fustrante quando olhamos e não conseguimos ver.  Esquecemo-nos de utilizar o pensamento lento e vemos com o pensamento rápido. É um erro comum nestes tempos. Mas é sempre uma falha nossa, muito pessoal. Quem quer crescer tem também que aprender a ver mais devagar para ver mais.

 

Elogio da Palavra, Lamberto Maffei (1).jpg

 "Elogio da palavra", Lamberto Maffei, Edições 70

 

23
Abr19

O preço da felicidade

DSC_0159 (2).JPG

 

A felicidade, enquanto estado de momento, é algo inalcançável. Tal como o horizonte, quanto mais caminhamos em sua direção mais de afasta. Isto é evidente, não fosse a tragedia de nestes tempos de consumismos sermos permanentemente, e desde da mais tenra infância, inundados com o conceito de que a felicidade é algo que se pode obter, principalmente se custar dinheiro e der lucro a alguém. É curioso como é rara a revolta quando, neste comércio da felicidade, não se obtém o resultado pretendido e se exige a devolução do dinheiro gasto no perfume caríssimo, no automóvel exclusivo, nas férias exóticas ou no telemóvel topo-de-gama, depois de verificar que a sua aquisição não o nos deixou nem um milímetro mais perto de atingir a felicidade. Não se exige a devolução porque, no que diz respeito à felicidade, o importante é que exista esperança de a atingir. Enquanto houver esperança de um dia chegarmos à felicidade somos, de uma certa maneira, felizes.

 

Mas a realidade é diferente e a felicidade não é uma emoção de momento. Emoções de momento são a alegria ou o bem-estar. A felicidade é algo de mais difuso, um permanente ruído de fundo, que não se atinge atirando dinheiro para cima da nossa vida. É um subproduto de uma vida vivida da forma correta, nada mais. É o resultado de um esforço, não para se ser feliz, mas de viver a vida da melhor maneira possível. A felicidade, tal como o amor, não se procura nem se compra, acontece-nos se tivermos a sorte e a arte para a merecer.

 

A Arte da Vida, Zygmunt Bauman (1).png

A Arte da Vida, Zygmunt Bauman, Edição: Relógio D'Água

 

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