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rua do imaginário

Porque existe algo em vez do nada?

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rua do imaginário

05
Abr16

Vida é consciência

A fronteira entre o que é vida e não é vida é ténue e difícil de definir, muito especialmente ao nível celular. Em algum momento temos um conjunto de substâncias que deixam de ser inertes e passam a reagir com o mundo exterior, a crescer, a alimentar-se e a reproduzir-se. Mas estas formas simples serão mesmo vida? Ou é apenas uma complexa reação química, algo comparável à evaporação da água, só que a um nível de complexidade incomparavelmente superior? Estas formas simples de vida não sentem, não pensam, não têm desejos e, principalmente, não sabem que existem. O que lhes acontece depende exclusivamente das leis do Universo.

 

Lentamente, ao longo de milhões de anos, estas formas não inertes foram evoluindo, juntaram-se e formaram organismos mais complexos em que cada célula se especializou em determinada tarefa. Desenvolveram sentidos que lhes permitem conhecer o que se passa ao seu redor e, mais tarde, cérebros que lhes permitem reagir a essas condições. Mas, apesar de já serem organismos multi-celulares de extrema complexidade, não sentem, não pensam, não têm desejos e, principalmente, não sabem que existem. O que lhes acontece continua a depender exclusivamente das leis do Universo.

 

Só que em algum momento desta lenta evolução aconteceu algo de verdadeiramente espetacular: organismos que ganharam consciência da sua existência. E este sim, é indubitavelmente o sinal da vida. Foi esse momento, o nascimento da consciência, que devemos considerar como o verdadeiro surgimento da vida neste planeta. A vida é este milagre da consciência, palavra que utilizo à falta de melhor termo que expresse a suprema improbabilidade de uma reação química evoluir até um estágio em que sabe que existe. A criatura criou-se a ela própria.

 

Esta é a fronteira que separa a reação química extremamente complexa da vida no sentido estrito: a consciência da sua própria existência. E de forma similar, a morte acontece quando deixamos de ter consciência da nossa própria existência.

 

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